De destino a plataforma de desenvolvimento: a nova lógica do turismo

Por:
Luciana Neto

Presidente do Instituto Aupaba apresentou, na WTM Latin America, como o turismo pode se tornar ferramenta concreta de regeneração social, cultural e ambiental

 

O turismo regenerativo como vetor de desenvolvimento territorial, inclusão social e preservação ambiental está no centro da participação do Instituto Aupaba na WTM Latin America, um dos maiores encontros B2B do setor no mundo. Em palestra apresentada nesta terça-feira (14/04), durante o evento, a presidente do Instituto, Luciana De Lamare, mostrou como o design regenerativo aplicado ao turismo pode fortalecer economias locais, proteger patrimônios naturais e impulsionar o protagonismo comunitário, ajudando o turismo a evoluir de uma lógica de mitigação de impactos para um modelo de transformação efetiva dos territórios. A abordagem teve como base a experiência do Aupaba em diferentes regiões do Brasil e benchmarking internacional. 

Palestra da presidente do Instituto Aupaba, Luciana De Lamare, na WTM.
Palestra da presidente do Instituto Aupaba, Luciana De Lamare, na WTM.

A apresentação destacou os direcionadores do Instituto Aupaba — parcerias estratégicas, inovação com inclusão e sustentabilidade, governança e impacto mensurável —, além dos eixos de atuação em educação, pesquisa, sustentabilidade e execução de projetos. Cases em territórios como Amazônia, Vale do Café, comunidades periféricas do Rio de Janeiro e programas de formação para mulheres e lideranças locais foram utilizados para demonstrar como a metodologia regenerativa pode gerar resultados concretos.

Palestra da presidente do Instituto Aupaba, Luciana De Lamare, na WTM.
Palestra da presidente do Instituto Aupaba, Luciana De Lamare, na WTM.

Segundo Luciana, o turismo precisa ser compreendido como um sistema vivo, capaz de gerar prosperidade sem comprometer os ecossistemas e as identidades locais: “O turismo do futuro não é aquele que apenas reduz impactos, mas aquele que melhora a vida de quem vive no território, fortalece a cultura local e contribui ativamente para regenerar os ecossistemas.”

Outro eixo central da palestra foi a força das redes e das parcerias locais — academia, poder público, iniciativa privada e comunidades —, que, juntas, transformam conhecimento em soluções práticas.

“Quando conectamos saberes ancestrais, inovação e governança, o turismo deixa de ser consumo de destino e passa a ser construção de legado”, ressalta a presidente do Aupaba.

O conteúdo também reforçou a presença global do Instituto Aupaba em fóruns e feiras estratégicas, como ITB Berlim, COP30, eventos na América Latina e encontros voltados à economia azul, ESG e inovação em turismo. O reconhecimento internacional recebido pelo Instituto, como Melhor Projeto de Turismo Regenerativo (Best Regenerative Tourism Project), no World Tourism Forum Institute (WTFI Live 2025), e pela própria Luciana De Lamare, finalista do Prêmio Nacional do Turismo 2025, na categoria “Mulheres Empreendedoras no Turismo”, é reflexo da consistência de uma atuação que alia impacto social, conservação ambiental e valorização das identidades brasileiras.

Palestra da presidente do Instituto Aupaba, Luciana De Lamare, na WTM.
Palestra da presidente do Instituto Aupaba, Luciana De Lamare, na WTM.

“Nossa proposta é semear consciência nos territórios para colher autonomia, pertencimento e desenvolvimento duradouro”, conclui Luciana De Lamare.

 

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