A participação do Instituto Aupaba na WTM Latin America foi marcado por uma agenda que conectou formação estratégica e aplicação prática do turismo regenerativo, no Trends Theatre, na quarta-feira (15), com o workshop sobre design regenerativo aplicado ao turismo e a apresentação do case Surfe Carioca, iniciativa que alia tecnologia, esporte e impacto social.
O workshop foi ministrado pela presidente do Instituto, Luciana De Lamare, e pela coordenadora executiva, Márcia Alves, para os finalistas do 6º Prêmio de Turismo Responsável 2026. A capacitação reuniu iniciativas de diferentes países voltadas à restauração ecológica, justiça econômica e fortalecimento comunitário.

Workshop Design Regenerativo para os finalistas do Prêmio Turismo Responsável
A abertura do workshop trouxe uma reflexão sobre o conceito de regeneração no turismo. A partir daí, os finalistas participaram de uma imersão metodológica em quatro etapas, que conduziu o grupo do mapeamento das dores dos territórios e das comunidades à identificação de seus impactos mais profundos, passando pela análise das causas estruturais desses desafios, pela definição de prioridades com maior potencial de transformação sistêmica e, por fim, o desenho de soluções regenerativas conectadas às vocações locais, ao protagonismo comunitário e à geração de valor de longo prazo.
Para Márcia Alves, a formação reforça o papel do turismo responsável como ferramenta de transformação estrutural: “Quando ajudamos lideranças globais a identificar causas profundas e desenhar soluções conectadas às vocações locais, fortalecemos projetos com real potencial de legado”.

“Foi muito simbólico conduzir esse workshop com finalistas de diferentes países. Isso mostra que a regeneração deixou de ser tendência e passou a ser um critério de excelência para o turismo responsável global”, ressaltou Luciana De Lamare.
Tecnologia e impacto social na praia
Na sequência, ainda no Trends Theatre, o Instituto apresentou o case “Surfe Carioca: como usar as plataformas digitais pode transformar vidas”, mostrando como uma plataforma digital pode transformar a cadeia produtiva das praias em oportunidade concreta de desenvolvimento territorial.

A solução conecta instrutores locais, turistas e moradores em serviços de praia, aulas e experiências esportivas com agendamento e pagamento online. O modelo fortalece economias costeiras, gera renda e amplia a inclusão de jovens em situação de vulnerabilidade no Rio de Janeiro. “O Surfe Carioca mostra como a tecnologia pode organizar a cadeia produtiva da praia, dar escala a talentos antes invisibilizados e criar oportunidades reais de renda e pertencimento”, afirmou Márcia Alves.
Para Luciana, nos dois momentos do dia o Instituto Aupaba reforçou sua atuação em frentes complementares, a de formar lideranças capazes de redesenhar sistemas e apresentar soluções escaláveis que geram impacto real nos territórios.